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Brasileiro não tem hábito de fazer seguro

Brasileiro não tem hábito de fazer seguro

País tem uma das menores taxas de cobertura do mundo. Seguro de carro é disparado o preferido


Estudo realizado pela Universidade de Oxford e a seguradora Zurich revelou que o Brasil tem a menor taxa do mundo em se tratando de cobertura pessoal por meio de seguros. Cerca de 19% dos entrevistados brasileiros afirmaram ter um seguro de vida, quando a média global é de 32%. O Reino Unido vem com a segunda pior taxa, com 21% de cobertura. O estudo avaliou cerca de 11 mil pessoas no Brasil, México, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Espanha, Alemanha, Suíça, Malásia, Hong Kong e Austrália.

No Brasil, o seguro mais procurado ainda é o que cobre furtos e danos do automóvel, com cerca de 80% dos contratos, à parte, é claro, o DPVAT, que é aquele obrigatório e pago por todo proprietário de veículo para indenizar vítimas de acidentes de trânsito. Mesmo entre os donos de carros, motos e caminhões, o seguro está longe de ser uma unanimidade. Apenas 25% da frota nacional (de cerca de 100 milhões de veículos, segundo o Denatran) está segurada. Para o presidente do sindicato das corretoras de seguros em Pernambuco (Sincor-PE), Carlos Alberto Valle, a falta de uma “cultura do seguro” no País tem a ver com a própria índole do brasileiro. “O brasileiro é imprevidente por natureza, mas isso está mudando”, acredita. Ele dá como exemplo os planos de saúde (que são considerados uma forma de seguro) e são bastante valorizados pela população, e os planos de previdência privada, que vêm crescendo desde que o governo anunciou reformas na Previdência Social.

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Quanto aos seguros patrimoniais, como o de residências, por exemplo, a procura vem melhorando com a inclusão de serviços emergenciais ao contrato, como eletricista, encanador e chaveiro. “O mito de que um seguro residencial é caro não se sustenta. Enquanto para segurar um automóvel de R$ 50 mil o consumidor gasta R$ 2.500 por ano, para segurar um apartamento avaliado em R$ 500 mil, o investimento é, em média, de R$ 500”, explica Valle, acrescentado que o custo é baixo porque o risco de sinistros (acidentes) é bem menor em imóveis. “Agregar serviços ao contrato é importante porque o segurado sempre espera ver um benefício real, como se garantir a tranquilidade financeira após um incidente não fosse suficiente”, argumenta.

Carlos Valle acredita que outro seguro que deve crescer no Brasil é o de responsabilidade civil, que cobre prejuízos provocados, involuntariamente, a terceiros, como lesões corporais ou danos materiais. Desde uma pedrada dada pelo filho na janela do vizinho a uma indenização por erro médico, são muitas as situações cobertas pelo seguro de responsabilidade civil, modalidade comum na Europa e Estados Unidos. “Algumas categorias profissionais já estão atentas à segurança ao patrimônio garantida pela cobertura de responsabilidade. As corretoras de seguros, por exemplo, só podem operar se fizerem um seguro em grupo desta modalidade para os seus funcionários”, diz Carlos Valle.
Para o diretor executivo da Excelsior Seguros, Oldemar Fernandes, a falta de educação financeira e o imediatismo também atrapalham a expansão dos negócios. “Brasileiro espera ver um benefício imediato. Se não, não contrata. No caso dos veículos, ele tem medo de perder o patrimônio, ser roubado, mas e o patrimônio maior, que é a vida?”, questiona Oldemar. O executivo faz as contas. É possível fazer um seguro de vida pagando apenas R$ 15 por mês e garantir uma indenização para família de até R$ 60 mil em caso de morte acidental do segurado. Para Oldemar existe um leque muito grande de opções de seguros pessoais, mas poucas pessoas têm conhecimento sobre os benefícios e quanto eles realmente custam. “Até mesmo entre os corretores existe uma ênfase maior em oferecer apenas o seguro automotivo, que o cliente já conhece e é mais fácil de comercializar”, afirma o executivo.

SEGURO
O corretor Haroldo Medeiros concorda. Trabalhando há duas décadas no segmento, ele diz contar no dedo das mãos quem, entre seus vários clientes, tem outro bem segurado além do automóvel. “Por mais que eu tente explicar que trabalho com vários ramos de seguros, poucos se interessam em conhecer mais”, afirma o corretor. Uma das exceções é a tabeliã substituta Ana Celina Freitas. Ela diz possuir pelo menos cinco seguros, como o automotivo, de vida, previdência privada, e até um específico para a saúde da mulher, que cobre possíveis gastos com doenças femininas. “Acho seguro de vida indispensável em um país inseguro como o Brasil”, justifica.

O setor de seguros cresceu 1,7% no primeiro semestre deste ano, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), totalizando mais de R$ 115,8 bilhões em prêmios (arrecadação). Houve crescimento de 7,5% nos segmentos de automóveis e patrimonial. Marcio Coriolano, presidente da CNseg, avaliou o quadro como positivo “Ainda que no período de crise a realidade da economia seja de salários menores e insegurança, as pessoas ainda procuram proteger patrimônios relevantes, como comprova o crescimento dos seguros de automóvel, residência e ainda a procura dos empresários por apólices para protegerem seus negócios e evitarem surpresas catastróficas”, avalia Marcio Coriolano, no documento “Carta do Seguro”, balanço publicado periodicamente pela CNseg.

O balanço mostra ainda que os seguros pessoais de risco apresentaram crescimento de 10,1% no primeiro semestre sobre o mesmo período de 2017, com destaque para a forte expansão de 23,7% do ramo prestamista, que prevê a quitação de dívidas financeiras por causa de morte, invalidez, desemprego involuntário ou perda de renda. Na outra ponta, porém, aparece a redução da arrecadação dos planos de acumulação (previdência privada e capitalização). No conjunto, PGBL e VGBL, que representam mais de 40% da arrecadação do setor, tiveram queda de 5,1%. A previsão da CNseg é que o mercado de seguros arrecade entre 3,3% e 5,2% a mais este ano em relação a 2017.

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Fonte/Autor: JC OnLine
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